segunda-feira, 22 de março de 2010

Naftalina

Estava no meu quarto, ontem, quando escutei a chamada de uma reportagem que me chamou a atenção. Era uma entrevista, que o fantástico apresentou, com o Robert Pattinson. Na reportagem ele comentava a respeito do seu novo personagem no filme "Remember me". O filme, a princípio, parece ser interessante. Acredito que as pessoas que engessaram um esteriótipo de "Edward" sobre Robert irão se surpreender. Ainda mais vendo-o atuar com o charmosérrimo Pierce Brosman. Mas o que eu achei mais curioso na reportagem foi o comentário a respeito do figurino do personagem de Robert. Ele usa roupas mais gastas, velhinhas mesmo, e pasmem, algumas das roupas do personagem são do próprio guarda-roupas de Robert. Parece que ele tem esse hábito de não se importar muito com essas coisas de estar bem vestido, ou comprar roupas novas. Na entrevista ele usava uma jaqueta que estava com o punho rasgado, logo pensei: "essa deve ter vindo de um brechó". Então resolvi escrever a respeito desse costume, que eu tenho e que eu acho super bacana. Visitar e comprar em brechós. Um barato! Ao meu ver, engana-se quem pensa que brechó é meramente uma loja que vende roupas usadas. Penso diferente. Acredito que cada uma dessas lojas é um gigantesco laboratório de histórias. Já parou pra pensar isso? (é... andar de ônibus, as vezes, ajuda a formular essas "filosofias"). Mas é verdade. As roupas, sapatos, bolsas, ou quaisquer outros objetos que estão ali, significaram parte da história de alguém. Esses objetos acompanharam alguém, por algum tempo, em várias ocasiões. Pense em quantos eventos essas roupas já estiveram, em quantos lugares esses sapatos já pisaram e assim, como com tudo que há no brechó, já teve a sua história particular. Você vê apenas parteleiras cheias de objetos? Eu vejo um labirinto de abraços que foram dados, beijos que foram trocados, sorrisos, lágrimas. Vejo festas de gala. Vejo aquela lembrancinha da vó, do tio, da madrinha...
Ok, voltando pra realidade, as lojas as vezes têm um cheiro de mofo que chega a me arder o nariz (alérgicos de plantão, vocês sabem que isso irrita profundamente) mas vale a pena, é super divertido encontrar alguma coisa legal a um preço menor do que você esperava não é? Em todo caso, nada que um pouquinho de naftalina não resolva. Bom, visite um brechó, agora pensando assim. Espero que seja bem mais divertido.
Ahhh e quando assitir o filme do Robert Pattinson comente comigo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Curitiba, Rock n' Roll verde e amarelo.

Não é de hoje que morar em Curitiba, apesar de estarmos com a Pedreira fechada, está sendo um privilégio e tanto para os amantes da boa música e da diversidade cultural. Shows, de todos os gêneros, e eventos se espalham pelos espaços e casas da cidade. Isso tudo é muito legal. Um show que foi muito bacana de assistir, ano passado, foi o da Maria Gadú. Mpb de primeira qualidade. Essa paulista carioca, com seu jeitinho simples e delicado, fez o John Bull todo cantar suas canções. Até mesmo quando ela puxou algumas canções de outros artistas, o público não hesitou em cantar junto. Um momento muito marcante - pelo menos na minha opinião - foi quando ela cantou e tocou "Filosofia" de Noel Rosa. Não conhece? Então trate de procurar no Youtube! A música é belíssima, e com a voz da Gadú ficou incrível. Bom, mas, como eu disse anteriormente, Curitiba está sendo um agradável lugar para se apreciar uma boa música. Digo isso, porque no dia 12 de março vai rolar um show que há anos eu tenho vontade de ver: "Paralamas e Titãs - juntos e ao vivo". Como assim? Oras, Os caras vão se apresentar, no palco do teatro guaíra, às 20:00h, juntos e ao vivo pra quem quiser ver e puder pagar - acredito que o "ver" está muito mais acessível do que o "pagar" né? porque cá entre nós vale a pena, mas é caro - a bagatela mínima de R$54,00 pra ficar no 2º balcão. Mas, o que esperar do show? Uma única banda! Nem titãs, nem paralamas, porém, um "mix" dos dois grupos. Rock nacional. Coisa boa. Certa vez eu estava vendo um programa de tv - não lembro qual nem qual das duas bandas se apresentava - quando o apresentador fez a pergunta que td mundo tem vontade de fazer aos Paralamas, ou aos Titãs. Ele perguntou: "Não há rivalidade entre entre as bandas, uma vez que vocês seguem o mesmo gênero musical e foram fundadas praticamente na mesma época?" Eis que surge a brilhante resposta: "Não existe Paralamas sem Titãs, e nem Titãs sem Paralamas". Brilhante. Isso que eu chamo de reconhecimento. O artista reconhece tanto o talento do seu trabalho que não se preocupa com o que as outras bandas tocam ou deixam de tocar. Para eles é somente um complemento ao seu próprio trabalho. É o reconhecimento que o outro também é tão bom quanto. Gosto muito desse projeto dos caras. A responsável pela turnê é a Planmusic, essa empresa foi a responsável também pela turnê dos Rolling Stones e do U2. É... um bom currículo não? Bom, talvez a gente acabe se trombando lá no Guaírão. Eu, vc e mais uma tropa. Porque esse espetáculo é digno de casa cheia. Falando em "tropa"... "as baquetas mais rápidas da américa latina" - apelido carinhoso de João Barone - baterista do Paralamas falou do encontro: "Somos tropas experientes, veteranos de guerra, velhos legionários que se juntam para mais uma excurção de pilhagem. Estamos afiando as navalhas". Então, bom show.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Gombrich/Dan Brown/Chris Columbus

O que há em comum entre eles? TUDO! Gombrich é o autor do livro de História da Arte, que estudei no 2º período da faculdade de Publicidade e Propaganda. Simplesmente fantástico. O livro é apaixonante. Ele contém a história desde os primórdios da civilização até a arte contemporânea. Passando pelos mestres Renascentistas, com imagens maravilhosas de Leonardo, Michelangelo, Rafael, e tantos outros. Vale a pena conferir. Fiz a ligação do livro do Gombrich com o 4º livro que estou a ler este ano: "Anjos e Demônios" de Dan Brown, poxa, estou me surpreendendo. Ganhei este livro há 5 anos atrás do meu amigo Clovis e somente agora tive o prazer de ler. Acho que tudo estava previsto... rsrs eu precisava estudar História da arte primeiro para então ler o livro de Dan Brown. Está sendo uma história e tanto. Minha prima, Ka, me disse que tentou lê-lo 3 vezes e não gostou. Eu estou adorando, fascinada mesmo. Estou fazendo uma "viagem" por obras de arte e por todo o cenário que estudei semestre passado na faculdade está sendo ótimo ler este livro. Vale a pena dar uma olhadinha também. E para aqueles que se interessaram, ainda fiz uma terceira ligação. Sim, com Chris Columbus. Talvez você esteja se perguntando: "quem é esse sujeito?" é, eu também não sabia, tive que pesquisar. Mas este sujeito aí é o diretor de um filme que está em cartaz nos cinemas: Percy Jackson e o ladrão de raios. O nome, confesso, não é nada atraente, porém, o filme "é um favor pra humanidade", como diz Isabela Boscov, crítica de cinema e colunista da revista veja, uma aula de História da arte. Ele fez uma boa história com base nos grandes deuses gregos e com isso faz uma bela viagem de cenas por museus e esculturas citadas nos livros do Gombrich e Dan Brown. Fiquei fascinada assistindo ao filme por conhecer um pouquinho da história. O filme, tirando a parte histórica, é bastante parecido com um Harry Poter. Não deixa, no entanto, de ser bom. Belos efeitos. Uma história empolgante e com um final que tende a um próximo filme... Adoro isso. hehe, sem querer ser repetitiva, porém, já sendo. Vale a pena conferir! ;)